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Polos Moveleiros do PR saindo da crise

O Paraná sempre foi reconhecido como um dos maiores estados produtores de móveis.

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A Santos Andirá está n o mercado moveleiro há quase 58 anos. Foto: Acervo Santos Andirá Indústria de Móveis Ltda.

O Paraná é o responsável por grande parte do fornecimento do mercado varejista nacional, especialmente no Sudeste, devido a sua posição estratégica e ao atendimento eficiente, sendo também o terceiro em volume de exportação do Brasil.

As indústrias do polo são tecnologicamente bem equipadas e contam com mão de obra qualificada. Esses fatos garantem a boa representatividade de produtos, assim como a geração de diversos empregos diretos. O Paraná conta com apoio de órgãos muito importantes como a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que sempre contribuiu para o crescimento do setor.

De acordo com dados da Fiep, as 2,7 mil unidades produtoras do Paraná representam 13,5% dos estabelecimentos do setor no País e representam uma grande fonte de renda, gerando mais de 75 mil empregos diretos.

O maior número de indústrias, no entanto, concentra-se no polo de Arapongas, lá estão 689 fábricas, o que corresponde a 26% do total do Estado. Outras 545 ficam no polo de Curitiba, que contempla capital e região metropolitana. As outras 1,1 mil estão em municípios como Maringá e Umuarama, além das regiões Oeste e Sudoeste, nas cidades de Ampére, Francisco Beltrão, Pato Branco e Capitão Leônidas Marques, por exemplo.

Todos os meses a Fiep realiza um levantamento sobre as indústrias e dessa vez foi possível perceber sua possível recuperação, uma vez que foi o quarto mês de crescimento consecutivo. As vendas da indústria paranaense tiveram aumento de 6,79% em agosto em comparação com julho. A compra por insumos também cresceu 4,88% e o nível de emprego subiu 0,17%. Entre os segmentos que tiveram resultados positivos em agosto destaca-se o de madeira.

Durante a abertura do 8º Congresso Nacional Moveleiro, organizado pela Fiep entre os dias 21 e 22 de setembro, em Curitiba – PR. O desempenho do setor moveleiro foi tema da palestra “Panorama do setor do mobiliário e as projeções de mercado” de Marcelo Villin Prado, diretor do Iemi – Inteligência de Mercado, especializado no setor de móveis. De acordo com o especialista, a retomada do mercado brasileiro de móveis será seletiva, lenta e não se disseminará a todos os produtos, segmentos, consumidores e canais de vendas. Ele afirmou que as empresas devem encantar o consumidor com algo novo ou diferente.

Esse é um setor promissor, ainda com bons números em relação à expectativa de consumo, na casa dos 12 bilhões, para o ano de 2017. Mas os desafios continuam, tanto no âmbito econômico, quanto no comercial, afinal as mudanças na economia atraíram um cenário incerto para as empresas e essas buscam alternativas para despertar a necessidade de consumo.

No mercado moveleiro há quase 58 anos, a Santos Andirá Indústria de Móveis Ltda. surgiu como uma pequena marcenaria, que fazia móveis sob encomenda e no decorrer desses anos se projetou como uma das maiores indústrias de móveis do país, no segmento de dormitórios.

A gerente de marketing da empresa, Cristiane Fernandes, afirma que o mercado moveleiro andou nebuloso nos últimos tempos, mas que já neste ano estão sentindo uma melhora, ainda não muito significativa, mas com sinais bem mais positivos do que os anteriores. A Santos Andirá acredita que a situação econômica do país vai se estabilizar e que voltarão a crescer como um todo.

“O setor passou por momentos difíceis em todas as categorias da cadeia produtiva moveleira, mas buscaram se ajudar e se apoiar para o bem geral. Confio não só no setor moveleiro, mas em todos os que mais sentiram a crise. Está sendo um ano com bons sinais, coisa que não vimos nos anos de 2015 e 2016. Tudo indica, até mesmo pelo histórico de vendas, que os três últimos meses de 2017 serão bons. A Black Friday e o Natal sempre dão uma boa movimentada em nossas vendas”, esclarece Cristiane.

A gerente de marketing conta que já estão trabalhando o planejamento estratégico baseado em crescimento para 2018. “Temos investimentos previstos em máquinas e tecnologias que vão proporcionar realizar algumas diferenciações em nossos projetos de móveis”.

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